Que bom que é sentirmo-nos parte de algo. Apenas sentirmos que somos queridos. Amados. Por vezes o saber feito de raciocínios e lógicas sabe a pouco, sabe a nada. Já não há espaço para tantos arquivos de explicações e considerações sobre tudo.
Não, não falo de pertencer.
É mais,
É sentirmo-nos pertença.
Que bom que é estarmos sós. Conseguirmos enfrentar essa ausência de som, essa presença constante de nós em nós próprios. Sabermo-nos pequenos, desinteressantes, vazios, mas sentirmo-nos grandes, interessantes, cheios... E tudo isto, não por nós, mas por fazermos “parte de”.
Não, não falo de pertencer.
É mais,
É sentirmo-nos pertença.
Mais ainda!
É sermos pertença.
Que bom que é dizermos: “estou feliz e não sei porquê”. Aceitar estes momentos, agradecer, experimentar. Bebê-los até à última sôfrega gota. Lembrarmo-nos sempre que esta felicidade, este estar, é nosso porque nos foi dado. Porque não estamos sozinhos.
Não!
Claro que não falo de pertencer.